22.4.18

Seminário “Desafios da Internet no Debate Democrático e nas Eleições”


As redes sociais digitais nunca mereceram tanto o nome de Mídias Sociais.

Hoje elas atuam na modulação do comportamento (e da identidade) causando um fenômeno de massa que espelha todo o encantamento, o furor e a insanidade que eram comuns no início da TV aberta ou na invenção do rádio como broadcast.

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF http://portal.stf.jus.br) julgava o habeas-corpus do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, um grupo - de jornalistas, operadores do direito, especialistas do terceiro setor, da comunidade científica e tecnológica, representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE http://www.tse.jus.br), da Presidência da República (http://www2.planalto.gov.br) e das plataformas Google (google.com), Facebook (facebook.com) e Twitter (twitter.com) - se reunia na sede do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) em São Paulo para pertinentes discussões sobre #fakenews, #factchecking, #bots, #hoaxes, #socialmedia, #política e #eleições2018 .

No mundo onde as análises de dados e de comportamento organizam as prateleiras de super-mercados para subliminarmente conduzir nossas vontades (nos fazendo consumir produtos que muitas vezes nem precisamos), as preocupações se voltam para a deformação das opiniões, para o aviltamento de personalidades, para os riscos das falsas notícias e para o uso anti-ético de robôs na disseminação das informações.

Coincidência ou não, foi no Dia do Profissional Digital, 04 de abril, conhecido #404DigitalDay, que o CGI.br promoveu esta série de debates marcantes com os seguintes temas:
1. Definições fundamentais sobre discurso de ódio e fake news;
2. Perfis alternativos, identidades múltiplas e robôs;
3. Detecção de fraude informativa e ação logarítmica;
4. Informação correta, vigilância e fact-checking;
5. Hands on: O que as plataformas estão fazendo.

Com serenidade os debatedores falaram sobre suas constatações e fizeram projeções sobre como a propaganda política computacional em nosso modelo de ciberdemocracia poderá afetar o curso da história política, econômica e social no país.

O professor Wilson Gomes (https://twitter.com/willgomes - UFBA - https://www.ufba.br/) foi contundente ao afirmar que "Política é a arte de difamar os outros" e lembrou que injúrias e difamações são práticas políticas antigas mas que agora estão potencializadas por uma mídia onipresente, de difícil controle e avessa a regulamentações.



Ainda segundo o professor Wilson Gomes "estamos numa guerra ideológica cujas principais armas são as mentiras, falácias e manipulações. Estamos sendo empurrados para dois lados opostos de uma guerra ideológica travada no mundo real e incansavelmente estimulada no mundo digital".

O jornalista Leonardo Sakamoto (https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br) concordou com o professor e contou como foi ojerizado e agredido em locais públicos por expor suas posições em redes sociais. Longe de se fazer de vítima, ele reafirmou que "as pessoas são responsáveis pelo impacto que suas opiniões causam".

Ambos os pensadores demonstraram preocupar-se com o fato de as pessoas em grande parte não saberem diferenciar notícias de opiniões e apontaram para uma espécie de "pan-fakenização" do mundo. Por serem atingidas ubiquamente por publicações volumosas direcionadas a perfis específicos, a autonomia da vontade pode estar encapsulada e ser subliminarmente manipulada de modo incansável.

Para o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP http://www.tre-sp.jus.br), o desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin, fiscalizar e facilitar o acesso a informação é função prioritária da Justiça Eleitoral. Diante do volume crescente das notícias falsas propagadas na internet e de outros abusos dos meios de comunicação, todos os TREs do país estão focados no monitoramento dessas atividades desde já, e, especialmente durante o período eleitoral. Mas salienta o papel fundamental da sociedade civil no combate à desinformação e das demais instituições públicas.

-

Quase 70% das noticias lidas na internet são através do Facebook ou do Google. O Twitter possui menor penetração que as outras plataformas, 9%, mas seus usuários tem como característica a densa concentração de stakeholders, influenciadores, decisores e difusores de alta reputação.

O WhatsApp é a ferramenta mais utilizada pelo brasileiro (89%) e é provavelmente a maior responsável pelo alastramento rápido da boataria (hoaxes), no entanto, suas políticas de privacidade e sua característica de comunicador privado impedem inferências mais profundas. Estima-se que o WhatsApp tenha em 2018 cerca de 120 milhões de usuários ativos em um Brasil com o número de eleitores em torno de 149 milhões.


Por causa do excesso de informação, pouca gente lê depois do título e quase ninguém lê depois da 3ª ou 4ª linha. Todos os palestrantes concordam que "o jornalismo não é a cura para as fake news justamente por ele ser parte do problema". Existe uma indústria de fake news e pós-verdade que fomenta o crescimento do papel do jornalismo sem necessariamente aumentar sua credibilidade.

A produção do constragimento e o assassinato de reputação são as armas de uma nova guerra midiática ideológica, impetrados por 'startups de ódio político' que agem em nome da liberdade de expressão. Para os juristas presentes, este grupos, organizações e empresas estão, na verdade cometendo um crime.

-

O bot é uma das ferramentas utilizadas nas batalhas de opinião online. Existem milhares deles, específicos para cada plataforma ou generalistas. Existem bots que simulam publicações orgânicas e aqueles que monitoram atividades online. Existem para o bem e para o mal. Além deles, os perfis falsos e perfis ciborgues também compõem o ecossistema de propagadores digitais.

Na democracia ciborgue as tecnologias de anonimização extrapolam os direitos individuais e o respeito coletivo. Colocam em cheque a justiça e o conceito de liberdade. Existe personalidade jurídica para um robô digital? Um script com inteligência artificial tem direito a liberdade de expressão?

O caso do bot Voxer usado até recentemente pelo MBL é um exemplo emblemático do mal uso desta tecnologia. Porém, do lado oposto, outros grupos criam bots que podem ajudar o cidadão comum e mesmo o país como um todo. Conheça alguns deles:

Pegabot (https://pegabot.com.br) Twitter
Rosie (https://twitter.com/RosieDaSerenata) Twitter
Serenata de amor (https://serenata.ai)
Tramitabot (https://radarlegislativo.org/tramitabot/) Telegram

-

Uma decisão polêmica do judiciário permitiu o impulsionamento pago de postagens e proibiu o anonimato. Para muitos isso parece favorecimento do poder econômico e o fim de denúncias importantes. A discussão jurídica vai longe e é estimulada pela participação política que tenta criar cada vez mais leis que visam a proteção mas beiram a censura.

Mesmo assim vários projetos de lei sobre a criminalização para quem compartilha notícias falsas estão sendo propostos ou em tramitação na Camara Federal (http://www2.camara.leg.br):
- PL 9647/2018, de autoria de Heuler Cruvinel (PSD-GO);
- PL 8592/2017, de Jorge Côrte Real (PTB-PE);
- PL 9554/2018, de Pompeo de Mattos (PDT-RS);
- PL 9533/2018, de Francisco Floriano (DEM-RJ), e;
- PL 9761/2018 de Celso Russomanno (PRB-SP).
- PL 6812/17, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR)

E no Senado (https://www12.senado.leg.br/hpsenado):
- Projeto de Lei 473/2017, de autoria de Ciro Nogueira (PP-PI)

O Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14), no artigo 19, diz: “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário”.

-

As redes sociais devem, sim, ser encaradas pelas autoridades como uma questão de Segurança Digital durante o processo eleitoral. Segundo Cristina Tardáquila (Agência Lupa - http://piaui.folha.uol.com.br/lupa/), 48% das frases ditas durante os 90 dias de campanha em 2014, eram falsas.

No meio de toda essa inquietação existe também boas perspectivas. O Brasil está entre os top 10 no ranking mundial de dados abertos. As plataformas convidadas ao evento também se mostraram dedicadas no combate à desinformação.

Envolvidas individualmente e/ou simultâneamente em projetos multinacionais e em parceria com organizações, Estados e empresas, o Google, o Facebook e o Twitter discorreram sobre suas políticas internas a favor da checagem de fatos e contra a disseminação de conteúdo enganoso, de notícias fabricadas e de informações incorretas. Mônica Rosina do Facebook, por exemplo disse que até o fim de 2018 serão 20 mil funcionários dedicados exclusivamente a segurança da informação na plataforma.

Críticas foram direcionadas ao Facebook (WhatsApp e Instagram) por limitar os que podem monitorar o comportamento dos usuários (citaram a IBM - https://www.ibm.com/br-pt/, o SocialBakers - https://www.socialbakers.com e a BrandMetric - http://www.brandmetric.com) enquanto o Google libera gratuitamente diversas ferramntas de monitoração e o Twitter e o Telegram mantêm suas APIs abertas e acessíveis.

----------------------------------------------------------------------------------------

Veículos de Fake News

Folha Política - http://www.folhapolitica.org

Ceticismo Político - https://www.ceticismopolitico.org

MBL - http://mbl.org.br

-----------------------------------------------------------------------------------------

Link para playlist dos video do seminário

https://youtu.be/KwDAqmUnhf4

------------------------------------------------------------------------------------------

O que dizem por aí:
Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-04/para-especialistas-difusao-de-fake-news-esta-ligada-crise-do-jornalismo
Justiça Eleitoral - http://www.justicaeleitoral.jus.br/tre-sp/imprensa/noticias-tre-sp/2018/Abril/presidente-participa-de-seminario-sobre-papel-da-internet-nas-eleicoes
Revista Fórum - https://www.revistaforum.com.br/medidas-de-combate-as-fake-news-podem-levar-a-censura-e-preveem-ate-prisao/
CGi.br - https://cgi.br/noticia/notas/seminario-do-cgi-br-analisa-solucoes-e-boas-praticas-para-as-fake-news-e-o-discurso-de-odio-na-internet/
InovaJor - http://www.inova.jor.br/2018/04/05/fake-news-noticias-falsas/

Projetos Google
https://www.newsgeist.org/
https://newsinitiative.withgoogle.com/
https://web.facebook.com/festival3i/
https://knightcenter.utexas.edu/pt-br
https://www.credibilidade.org

Projetos Facebook
https://br.newsroom.fb.com
https://web.facebook.com/facebookjournalismproject/?_rdc=1&_rdr
https://aosfatos.org/noticias/aos-fatos-e-facebook-unem-se-para-desenvolver-robo-checadora/
https://br.newsroom.fb.com/news/2018/01/facebook-apoia-projetos-no-brasil-para-combater-desinformacao/
https://web.facebook.com/LupaNews/
https://aosfatos.org/noticias/manuais/
Notícias R7 - https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/mbl-teria-burlado-sistema-para-impulsionar-posts-no-facebook-30032018
Notícias ao Minuto - https://www.noticiasaominuto.com.br/brasil/571092/facebook-desativa-aplicativo-irregular-usado-pelo-mbl
VioMundo - https://www.viomundo.com.br/denuncias/midia-ninja-mbl-usou-voxer-para-assumir-controle-parcial-da-pagina-de-seus-seguidores.html

Resoluções do TSE para as Eleições 2018
TSE - http://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2017/Dezembro/tse-aprova-10-resolucoes-sobre-regras-das-eleicoes-gerais-de-2018
ABRANET - http://www.abranet.org.br/Noticias/TSE-divulga-regras-para-uso-da-Internet-nas-Eleicoes-2018-1717.html?UserActiveTemplate=site#.WtykSR65vIU

19.4.18

3ª Conferência das Comunidades Python do Sudeste - #PythonSudeste 2018


Um evento feito pelas comunidades, para as comunidades.
Durante 3 dias São Paulo sediou um dos maiores encontros de Python do país.

A 3ª #PySE2018 foi realizada nos dias 30, 31 de março e 1º de abril na BandTec (http://www.digitalschool.com.br/faculdade/) com apoio da IDWall (https://idwall.co). Reuniu profissionais, estudantes, comunidades e entusiastas da linguagem que vieram de diversas partes do Brasil.

A organização foi encabeçada pelo Grupy-SP (https://github.com/grupy-sp) com a colaboração de outras comunidades Python e apoio da Associação Python Brasil (http://associacao.python.org.br). O engajamento foi grande e as inscrições foram disputadas. Os ingressos desta edição esgotaram com quase 15 dias de antecedência.

Toda concepção da Python Sudeste é colaborativa. As propostas de conteúdo são escolhidas por votação e todo dinheiro arrecadado volta em benefícios coletivos. O excedente é revertido para entidades de assistência e apoio em eventos futuros. As normas de conduta são levadas bem a sério sendo a política de inclusão e o repúdio ao assédio moral os pilares éticos exigidos no evento.

As Keynotes desta edição foram Paula Granjeiro (http://paulagrangeiro.com.br), Bernardo Fontes (https://github.com/berinhard) e Cassio Botaro (https://www.linkedin.com/in/cássio-botaro-6a2043b1/). Todos membros ativos e colaboradores assíduos da comunidade.

Além das Keynotes, nos três dias foram realizados diversos tutoriais, oficinas - introdutórias e avançadas, palestras técnicas, workshops e ligthning talks. Estas últimas são um show a parte pois permite que os participantes divulguem seus projetos, suas especialidades e interesses em pequenas palestras de até cinco minutos. É divertido, instigante e ajuda a manter as comunidades coesas.

Este ano as trilhas homenagearam mulheres pioneiras no mundo da programação: Ada Lovelace(https://pt.wikipedia.org/wiki/Ada_Lovelace), Grace Hopper (https://pt.wikipedia.org/wiki/Grace_Hopper), Dorothy Vaughan (https://pt.wikipedia.org/wiki/Dorothy_Vaughan), Mary Jackson (https://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Jackson) e Katherine Johnson (https://pt.wikipedia.org/wiki/Katherine_Johnson).

O PyBar é tradição nos encontros da comunidade e ocorreu em todos os dias do evento após a programação oficial em diferentes bares, restaurantes e karaokês de São Paulo. É um dos momentos mais mágicos pois é nessa hora que tiramos nossas dúvidas com descontração, criamos novos laços de amizades, animamos com o networking e encontramos novas oportunidades de trabalho e negócios.

O Python é como o canivete suíço das linguagens de programação pois abrange um grande ecossistema de soluções para web - do frontend ao backend - além de ser largamente utilizada na ciência de dados, no aprendizado de máquina e na inteligência artificial, na internet das coisas e muito mais.

É uma linguagem com crescente hype já há alguns anos. Nos EUA o Python já ultrapassou o Java como linguagem número 1 no ensino acadêmico e no Brasil a tendência é forte também nesse sentido. Características como a acentuada curva de aprendizagem favorecem a rápida adoção por empresas e o alto engajamento de iniciantes.

Na semana seguinte ao Python Sudeste ocorreu a Pytho Sul (https://pythonsul.org) - de 6 a 8 de abril em Florianópolis. Este ano teremos muitos eventos ainda como o PyData-DF, os AfroPython (https://www.facebook.com/AfroPython/), as DjangoGirls (https://djangogirls.org/), a Python Nordeste (https://2018.pythonnordeste.org), o Caipyra (http://caipyra.python.org.br) e o aguardado Python Brasil (https://2018.pythonbrasil.org.br) em outubro.

Muitas palestras foram gravadas e logo mais estarão em um dos canais da comunidade

http://pythonsudeste.org
https://www.facebook.com/pythonsudeste/
https://www.youtube.com/channel/UCLRXGSdAbsHGlSDMTTai51g

Quero deixar aqui meus parabéns e um sincero agradecimento a todas as comunidades de desenvolvedores Python, as verdadeiras estrelas de todos os eventos. Conheça algumas delas:
Grupy-SP
https://github.com/grupy-sp

SciPy-SP
https://www.facebook.com/SciPySP/

PyLadies-SP
https://www.facebook.com/PyLadiesSP/

Python-Rio
https://www.facebook.com/pythonrio

DjangoGirls
https://www.facebook.com/djangogirls

O que estão dizendo por aí:
https://escoladedados.org/2018/04/03/como-libertar-dados-publicos-usando-python/


Descubra as edições anteriores da Python Sudeste:
2016 - BH http://2016.pythonsudeste.org
2017 - Rio https://web.facebook.com/pg/pythonsudeste/photos/?tab=album&album_id=303043140123523
2018 - Sampa http://pythonsudeste.org

11.4.18

De frente com o back-end no #PHPExperience 2018

Organizado pelo iMasters (https://imasters.com.br) em parceria com a comunidade de desenvolvedores PHP-SP (https://phpsp.org.br), o PHP Experience (https://eventos.imasters.com.br/phpexperience/) já é o maior evento do planeta sobre esta linguagem de programação.

Em sua 3ª edição reuniu usuários, fãs, profissionais e empresas para debater, atualizar e apresentar o estado do uso desta tecnologia no mundo, além de fornecer dicas de boas práticas e de segurança.

Eventos de tecnologia tem o estranho hábito de me surpreender. Desta vez foi com o Gabriel Couto (https://twitter.com/gabrielrcouto) que deixou todo mundo de cabelo em pé ao anunciar a criação de uma criptomoeda baseada em PHP, o 'PHPlata' (https://github.com/gabrielrcouto/phplata) ( 'pê-agá-plata'). Ele já havia surpreendido o mundo anteriormente emulando um Gameboy no terminal usando PHP. Segundo ele, foi para responder a uma pergunta que sempre lhe faziam: "O que a linguagem PHP pode realmente fazer?" Confira. https://github.com/gabrielrcouto/php-terminal-gameboy-emulator

O PHP é a linguagem de programação mais difundida e usada na web hoje. Por ser onipresente (mas não perfeita) é geradora de grandes polêmicas, de devotos extremos e, até mesmo, de haters ferozes. Disso nascem muitas brincadeiras e piadas o que torna eventos como este super divertidos além de densamente técnicos.
Uma das curiosidades da edição deste ano foi a grande presença de designers e desenvolvedores frontend, tanto na platéia quanto no palco (sim, é sério). Por ser uma linguagem que interage com servidores e bancos de dados, a presença de designers costuma ser rara.

Isso é interessante visto que no passado a distinção entre frontend e backend não era tão clara - sequer existiam estas denominações. Nos primórdios da web, eram comuns as figuras do webdesigner e do webmaster. Essas funções não eram bem delimitadas sendo, muitas vezes, a mesma pessoa a responsável pelo visual, comportamento e funcionamento de uma página na Internet. Era frequente você encontrar um webmaster descrever as suas atividades da mesma forma que um webdesigner. Estaríamos voltando às origens?

Hoje, o "desenvolvedor fullstack" (aquele programador que domina todas as camadas de uma aplicação web) é o profissional mais valorizado no mercado e o perfil ambicionado por grande número de pessoas. É o chamado "profissional unicórnio"; de onde sempre decorre a pergunta: alguém já viu um?

Esta edição foi realizada nos dias 5 e 6 de março. O 1º dia foi marcado por Keynotes num grande auditório com palestrantes internacionais, grandes nomes do PHP nacional e pontuado pelo programador show-man Rodrigo Pokemao (http://pokephp.com.br) com um stand up hilário - e hiper-segmentado - chamado "Integrando PHP com Go"(https://www.youtube.com/watch?v=c0TMy5m5_DE - não achei a apresentação completa).

No 2º dia os auditórios Assembly, Fortran e Smalltalk ficaram lotados para acompanhar palestras que abordavam assuntos diversos: arquitetura, programação funcional, mensageria, interfaces conversacionais, frameworks, perfomance, testes, webapps, APIs, estrutura de dados, serverless,, infraestrutura e muito mais.



Foi muito conteúdo mas destaco o cuidado presente em cada apresentação quanto à qualidade de código e o rigor no desenvolvimento. "Excelência é o que buscamos", isso ficou claro em todas sessões e na própria organização do evento.

Entre as atrações diferenciadas, tiveram as sessões de 'Code Review' com os palestrantes, a bancada com computadores disponíveis para aplicar testes de certificaçãoo encontro com líderes de comunidades PHP (iMasters Community Summit), o show da Banda Elephants (composta de integrantes nerds e barulhentos) e ainda a gravação do 1º episódio Hipsters OnTheRoad (https://hipsters.tech/php-experience-performance-web-criptomoedas-e-mais-hipsters-on-the-road-01/) do podcast Hipster.tech feito durante no evento.

Agradeço às meninas do PHPWoman (http://phpwomen.org.br) que sortearam algumas inscrições através de suas redes sociais e foi o que me permitiu essa experiência ímpar. Obrigado demais!

O que andam dizendo por aí:
https://www.kinghost.com.br/blog/2018/03/php-experience-2018-uma-visao-diferente/
https://imasters.com.br/linguagens/php/php-experience-2018-profiling-uma-tecnica-eficiente-para-encontrar-gargalos-e-otimizar-sua-aplicacao/
https://imasters.com.br/linguagens/php/cinco-projetos-php-nao-convencionais/

8.4.18

3º Prêmio Profissional Digital ABRADi


A 3ª edição do premio ABRADi foi histórica e cheia de simbolismos.
O mercado digital cresce dois digitos há vários anos no Brasil e este ano não será diferente.

Um dos impulsionadores fundamentais deste crescimento é a ABRADi. No início das premiações deste ano Eela recebeu da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, na figura de Roberto Sekyia, uma placa em reconhecimento a excelência dos serviços prestados ao mercado e ao seu desenvolvimento.

Originalmente fundada como APADi - Associação Paulista de Agências Digitais, (fundada em 2005) tornou-se ABRADi-SP quando, ao mesmo tempo, em 2014, a Câmara Municipal de São Paulo instituiu a Lei 16.003 que formalizava o dia 4 de abril como dia oficial do Profissional Digital, o #404DigitalDay.

Desde então a organização começou a homenagear de forma ampla e democrática os profissionais que se destacam em onze categorias. As edições anteriores focavam no mercado paulista mas esta edição foi de caráter nacional e o destaque foram os vários profissionais premiados do Sul do país.

Para a próxima edição o presidente da ABRADi, Marcelo Sousa, afirma que mobilizará todas as regionais - hoje presente em 13 Estados e contando com mais de 700 agências associadas - para uma celebração ainda mais participativa e grandiosa.

A entrega dos prêmios ocorreu em Osasco, na sede do Mercado Livre, a simpática Melicidade. Foi uma cerimônia divertida que promoveu um bom networking e deixou um gostinho de quero-mais.

O homenageado da noite por sua trajetória e contribuição para o mercado digital - tradição do evento antes da entrega do prêmios - foi Aleksandar Mandic (https://pt.wikipedia.org/wiki/Aleksandar_Mandic), pioneiro da Internet no Brasil com sua BBS (Bulletin Board System - https://pt.wikipedia.org/wiki/Bulletin_board_system) em 1992 (pré-Internet comercial no país) e co-fundador do IG (Internet Group - https://pt.wikipedia.org/wiki/Internet_Group) em 2000.

Conheça os vencedores desta edição do Prêmio ABRADi Profissionais Digitais (os links para as edições anteriores estão no final do post) e aproveite para conhecer também as empresas e soluções que representam:

1 – Mídia
Rafael Montalvão, Gerente de Marketing E-commerce para a empresa Magazine Luiza (https://www.magazineluiza.com.br)

2 – Tecnologia
Marison Souza, Co-founder para a Maven (https://www.maven.com.br) & TruBR (https://www.trubr.com)

3 – Programação Web
Isaías Thurow, Development Specialist para a Agência Cadastra (https://www.cadastra.com.br)

4 – Programação Mobile
Jefferson Rafael Kozerski, Senior Front-end Engineer para a Infracommerce (http://www.infracommerce.com.br)

5 – UX – User Experience
Elisa Volpato, Co-founder e Chief Product Officer para a TESTR (http://testr.com.br)

6 – Planejamento
Rafael Calixto, Social Media Manager para a Portal R7 (https://www.r7.com)

7 – Negócios
Eduardo Correia, Country Manager para a SharpSpring Brasil (https://br.sharpspring.com)

8 – Business Intelligence (BI)
Amanda Gasperini, Gerente de BI e Mídia para a F.biz (https://www.fbiz.com.br)

9 – Criação
Pedro Hermano, Digital Creative Director para a Agência 242 (https://agencia242.com.br)

10 – Conteúdo
Matheus Monteiro, Community Manager para a E/OU-MRM (http://www.eou-mrm.com.br)

11 – Gestão de Projetos
Jaderson de Alencar, Diretor de Estratégia Digital para a FSB Comunicações

Fonte:
https://abradi-sp.com.br/site/profissionaldigital/vencedores2018/

Sobre o 1º Prêmio ABRADi:
https://www.abradi-sp.com.br/premio-abradisp

Sobre o 2º Prêmio ABRADi:
https://www.abradi-sp.com.br/2-premio-abradi-sp