16.6.18

A Ciência de Dados no 6º Festival Path


 O Festival Path é um evento único.

A cidade de São Paulo é presenteada a cada ano, desde 2013, com o Festival Path, um evento que reúne tecnologia, arte e negócios em torno de temas que envolvem bem-estar, sociedade e inovação.

Acontece em um fim de semana e conta com uma programação intensa distribuida em palcos, galerias, praças, museus, casas de show, teatros, centros culturais, ginásios, hooftops e outros locais.

Este ano foram mais de 400 horas de atividades em cerca de 30 espaços diferentes. Mais de 5 mil ingressos e 30 mil pessoas assistiram a dúzias de (mais de 25 ) shows, diversos (15) documentários, centenas de ( mais de 300) palestras e experimentaram Yoga, feiras gastronômicas, feiras makers, de games e de startups, além de estimularem seus sentidos em stands imersivos, lúdicos e interativos como o da Bombay Sapphire (https://www.bombaysapphire.com/), da Natura (http://www.natura.com.br), da WeWork (https://www.wework.com/pt-BR/ - www.facebook.com/WeWorkBrasil/), da Printi (https://www.printi.com.br), da Laje (https://www.laje-ac.com.br/site/index.php) de Ana Couto (http://www.anacouto.com.br), da Universa UOL (https://universa.uol.com.br) e outros.

Como é de esperar em eventos deste porte, havia fila pra tudo. O público, no entanto, é tão bom que nenhuma forma pegar fila se tornou algo maçante. Aliás, foi onde mais socializei trocando informações sobre a programação, fazendo novas amizades e debatendo a relevância dos diversos conteúdos. O público do Path é um evento à parte. Só vendo pra crer.
A organização do Path trouxe uma solução criativa e bem democrática para beneficiar o público. Todos os pagantes receberam alguns 'Fast Pass' (2 para cada dia) que permitiam que seus portadores ocupassem lugares reservados sem a necessidade de pegar fila. Assim cada um podia garantir a participação na sua palestra favorita sem problema.

50 profissionais que tiveram a missão de colaborar na criação do Trends Report Path. O objetivo foi mapear as principais tendências do evento através dos temas tratados nas 310 palestras. Ao final do segundo dia, Vanessa Mathias e Lu Bazanella, fundadoras da White Rabbit, apresentaram as “6 Macrotendências do Festival Path”, um resumo do que se encontra no relatório completo elaborado pela White Rabbit e O Panda Criativo (http://www.opandacriativo.com/trend).
O Report foi dividido em 6 categorias (Purpose First, Connected Dots, Bursting Bubbles, Humanism Renaissance, Hacking Health e Omnidesign) que sintetizam os futuros possíveis a partir do que já se verifica na prática hoje. Sem dúvida, um instrumento primordial para auxílio nas tomadas de decisão na indústria e no marketing. Conheça os detalhes de cada categoria no artigo da Up Future Sight ((https://medium.com/up-future-sight/as-seis-macrotendências-do-festival-path-2018-a8286c2a9324)) feito pela futurista Lídia Zuin (https://www.linkedin.com/in/lidiazuin/).
Desde meados de 2012 o cientista de dados tem sido considerado um cargo sexy. É um dos profissionais mais cobiçados no mercado e cada vez mais necessários em todo tipo de organização. Está entre as tendências mapeadas pelo Trends Report Path mas foi difícil categorizá-lo já que suas competências, talentos e aptidões permeiam todas elas.

O surgimento da computação ubíqua com surgimento dos smartphones e a computação em nuvem trouxe a percepção de que o volume de dados produzidos pelo homem e suas máquinas tendia ao infinito. Já não é mais humanamente possível contar e avaliar os dados na medida em que são criados. Ferramentas foram então desenvolvidas para colaborar. Essas ferramentas continuam em evolução e estão nas mãos dos cientistas de dados, pessoas que reunem em si habilidades estatísticas, computacionais e de negócios, verdadeiros unicórnios para o mundo corporativo.
A seguir apresento uma pequena síntese de duas palestras realizadas por cientistas da Cappra Data Science (https://cappra.com.br/) no Festival Path.

“Será muito difícil as pessoas consumirem algo na internet que não seja sob medida” Eric Schmidt

1. A ciência por trás dos algoritmos de recomendação

A apresentação de Dierê Fernandez (https://www.linkedin.com/in/diere/) da Cappra Data Science (https://cappra.com.br/) foi um espetáculo de dados, conceitos e referências. Explicou as lógicas usadas na criação de algoritmos e elencou seus muitos tipos; referenciou autores famosos como Alvin Tofler (Future Shock, 1970), Clay Shirky (Here Comes Everybody, 2008) e Eli Pariser (The Filter Bubble, 2011); e, revelou dados de algumas pesquisas.

“800 milhões de usuários do Instagram publicam 95 milhões de fotos por dia”

Por definição, algoritmos são “sequências finitas de instruções bem definidas”, logo, não se limitam ao mundo digital. Qualquer atividade rotineira pode ser considerada uma instrução algorítmica, desde escovar os dentes ou dirigir um carro até selecionar o que é spam no seu e-mail ou o que exibir na linha do tempo de sua rede social digital.
Pioneira no uso de algoritmos de recomendação no e-commerce, a Amazon (https://www.amazon.com) assume que vem deles cerca de 35% de suas vendas. No serviço de streaming Netflix (https://www.netflix.com), quase 80% do conteúdo assistido deriva de suas recomendações. Outros serviços online como o Spotify (https://www.spotify.com) e o OkCupid (https://www.okcupid.com) usam os algoritmos como ferramentas centrais de engajamento e retenção de usuários.

“Algoritmos são opiniões camufladas de tecnologia” Cathy O’Neil

Segundo ela, algoritmos e inteligência atificial são muito úteis para curadoria do consumo de informação e no auxílio a tomadas de decisão mas estes programas podem engendrar viéses e nos prender em ‘bolhas’ de informação. Criar algoritmos neutros é um desafio já que a subjetividade é uma grande característica humana e está sujeita a nuances sutis. Baseando-se apenas em histórico de comportamento um algoritmo está pouco suscetível ao novo, por isso, sistemas híbridos que levem em conta outras vaiáveis (como o contexto por exemplo) são mais assertivos e adequados. Essa preocupação foi exemplificada no experimento Bias In Bias Out (https://www.biasinbiasout.com/) da agência Mesa&Cadeira (https://www.mesa.do/) que traz reflexões sobre como os algoritmos espelham os preconceitos humanos.

“O uso de dados wireless e mobile será 2/3 do total do tráfego na Internet em 2021”
2. 10 coisas sobre o futuro inundado de dados

Ricardo Cappra (https://www.linkedin.com/in/cappra/) começa falando sobre o grande volume de dados produzidos hoje em dia. Esses dados estão disponíveis para análises com os mais diferentes escopos. Ele descreve o processo de transformação do ruído inaudível dos dados não-estruturados, até a ‘small data’, quando os dados se traduzem em informações úteis e podem ser cientificamente tratáveis, ou seja, são convertidos de dados irrrelevantes para dados relevantes.

“As pessoas não estão participando online estão deixando rastros”

Os 10 tópicos tratados em sua palestra foram divididos em Oportunidades e Riscos, sendo os primeiros:

- Ruído Ensurdecedor
- Cultura Analítica
- Cientistas de Dados
- Dados Contam Histórias
- Data4Good

Ele considera o ‘ruído’ uma grande oportunidade para a sociedade. Nasce daí a necessidade de se moldar uma ‘cultura analítica’ onde os ‘cientistas de dados’ (hoje em sua primeira geração) possam extrair ‘histórias’ relevantes e usar esse conhecimento para o bem coletivo. Enfatiza as oportunidades especialmente focadas no fomento da cultura analítica centrada nos pilares P3T, ou seja, people, process, policy and technology. Cita também alguns exemplos criativos para o desenvolvimento de uma cultura baseada em dados. O ‘Data4Good’ (https://www.cappralab.com/data4good/), uma hackathon (maratona de programação e ideias) realizada nas últimas edições da Campus Party (http://brasil.campus-party.org/) de Natal, Brasília e Salvador e o ‘DataWall’, uma visualização de dados orgânica (não-digital) feita coletivamente em ‘real time’ durante eventos.
Em contraponto, Cappra elenca os Riscos aos quais estamos sujeitos vivendo em um ‘mundo inundado de dados’:
- Caos
- Overdose
- Sociedade Condicionada
- Privacidade
- Decisões Sintéticas

O universo de dados desorganizados e caóticos é pouco útil. Seu uso inapropriado pode trazer prejuízos individuais e coletivos e até mesmo manipular governos e mercados. Cappra chama atenção ao cuidado que devemos ter com a overdose de informação.

Information Overload ou Infoxication (https://en.wikipedia.org/wiki/Information_overload) é um conceito atribuído ao sociólogo Georg Simmel (https://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Simmel) dos princípios do século XX e também foi tratado pelo psicólogo David Lewis (https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Lewis) no seu artigo “Infofatigue Syndrome” (1990).

O cérebro humano não é capaz de processar o volume de informação disponível. Essa constatação permite a Cappra afirmar a necessidade de uma ‘inteligência aumentada’ só possível através de ‘cérebros sintéticos’ alimentados com algoritmos e inteligência artificial. No entanto, sua preocupação é centrada no uso da ciência como camada no tratamento da BigData. Só assim informações úteis podem ser utilizadas em tomadas de decisão e libertar a mente humana para o ato criativo já que esta é uma característica humana que as máquinas ainda não simulam.

Além disso, o cérebro é um músculo sujeito à fadiga. A mente cansada é pouco funcional, comumente falível e equivocada em momentos decisivos. Segundo Cappra, as decisões humanas podem ser de 3 tipos:
- aleatória ou criativa
- estruturada ou processual
- sistêmica ou analítica

O esforço mental exigido para cada uma dessas tarefas é bem diferente e ele assegura que com os instrumentos fornecidos pelas ciências de dados parte significativa das decisões processuais e analíticas podem ser automatizadas. Com algoritmos e IA as decisões artificiais ou sintéticas podem ser libertadoras.
Ainda quanto à cultura analítica, uma técnica estatística para análise de personalidade tem sido cada vez mais comum. A abordagem estatística de fatores psicológicos conhecida pela sigla OCEAN (https://en.wikipedia.org/wiki/Big_Five_personality_traits) tem sido utilizada para traçar o perfil de pessoas a partir de cinco traços de personalidade: abertura à experiência , conscienciosidade , extroversão , amabilidade e neuroticismo (openness to experience, conscientiousness, extraversion, agreeableness, and neuroticism).

Outros conceitos da psicologia e teóricos do comportamento como B. F. Skinner (https://en.wikipedia.org/wiki/B._F._Skinner) foram também citados. Ele fez uma alusão cômica ao famoso experimento da Caixa de Condicionamento Operante (conhecida como Skinner Box), chamando as experiências que o Facebook faz com seus usuários de ‘Zucker Box’ e apresentou correlações entre os testes de usabilidade (testes A/B) feitos por designers e desenvolvedores de sites e aplicativos.

Essas duas palestras foram realmente incríveis. Outras informações podem ser obtidas acompanhando o site e as redes sociais da Cappra Data Science.

Saiba mais:

Video campanha Path 2018
Projeto “Bias In / Bias Out”

DataWall no “Menos 30 Fest”

DataWall na “Campus Party 10”


#ReportTrendsPath
#FestivalPath
#Conectodos

3.6.18

Se voce não acredita em unicórnio é por que nunca foi num #SiliconDrinkAbout. 🦄


Silicon Drink About é para Designers, Developers, Entrepreneurs, Marketers... 
 O #Meetup @drinkaboutsaopaulo (https://www.facebook.com/drinkaboutsaopaulo) é sempre uma alegria. A cada semana descobrimos novos negócios, conhecemos novas ideias, experimentamos novos espaços, compartilhamos novos projetos, desenvolvemos novas parcerias e criamos muitos laços de amizade e companheirismo promissores.


Esta semana nos reunimos no rooftop da @digitalhousebrasil (https://www.facebook.com/digitalhousebrasil/?fref=mentions). Um lugar de aprendizado incrível presidido pelo ícone das Interwebz, o ilustre @interney (https://www.linkedin.com/in/interney/?locale=pt_BR).
No Brasil desde 2013, o encontro foi trazido ao Brasil pelo fundador da Printi (https://www.printi.com.br/), Ricardo Parro (https://www.linkedin.com/in/ricardoparro/), hoje na Dinamarca. Teve sua edição inaugural no Vaca Véia (http://www.vacaveia.com.br/nois.html) na sexta-feira, 22 de novembro.

Na época, os barbudos da 3Beards (https://3-beards.com) - uma startup de Londres localizada na região de tecnologia conhecida por “Silicon Roundabout” (http://home.bt.com/tech-gadgets/what-is-silicon-roundabout-11364168966830), a “East London Tech City” - haviam recebido a incubência de continuar a ideia da londrina Mind Candy (http://mindcandy.com/about) que iniciou o projeto em 2008.
Fortemente influenciados pela filosofia das “Startup Weekend” (https://startupweekend.org/), de comunidade, de compartilhamento, alegria e desenvolvimento, eles ampliavam o já tradicional Silicon Drink About (https://silicondrinkabout.com/) para mais 6 cidades em diferentes países.

Hoje, o Silicon Drink About (https://silicondrinkabout.com/) acontece simultaneamente em cinco capitais brasileiras (São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba e Salvador) e em mais de 30 cidades mundo afora. Religiosamente nas sextas-feiras depois das 18h. Se você quiser levar a iniciativa para sua cidade é só entrar no site, lá tem todas as informações que vai precisar.


Nesta edição a Iguana Beer Shop (https://www.facebook.com/iguanabs/?fref=mentions) ofereceu duas opções de cerveja artesanal a preço de custo (sendo a primeira grátis) e ainda teve um churrasco no espeto delicioso
Tive a honra de ser presenteado com a camisa da @apponteme (www.apponte.me), uma startup que traz uma excelente solução para relógios de ponto. Eles chegaram com força para resolver os problemas no controle de entrada e saída de funcionários. A solução é simples. Usa um tablet de baixo custo, imagens e um software de alta disponibilidade. Sou fã faz tempo da empresa e também do CIO Daniel Godoy (https://www.linkedin.com/in/daniel-godoy-1294013a/ e do CTO Rafael Malheiros (https://www.linkedin.com/in/malheirosrafa/) que são grandes entusiastas do Drink About. 

Quem participou desta edição também foi a turma do Keepz App (http://www.keepz.com.br/). Alexandre Trentini (https://www.linkedin.com/in/alexandretrentinirocha/) é um dos fundadores do aplicativo que vai facilitar a vida de todos que precisam comprar coisinhas no caminho de casa. Usando o GPS e créditos comprados previamente, você poderá evitar filas e estacionamentos recebendo o que precisa no caminho de casa. Saiba mais: http://www.keepz.com.br/
Fiquei pouco tempo no encontro mas muitas outras soluções criativas estavam por lá. 

Semana que vem o encontro comemora pela primeira vez a "Pride Week". Se quiser ir tem que correr pois as vagas são limitadas. 
Confira este Meetup com Silicon Drinkabout São Paulo http://meetu.ps/e/FlmYJ/r2hYx/d

Congratulo a todos que acreditam nessa ideia. Obrigado especialmente pela generosidade dos parceiros e parabéns aos organizadores voluntários que dedicam seu trabalho e tempo com tanto carinho. 
Conheça os responsáveis por acrescentar tantos capitulos neste conto de fadas:
Play 2 Sell (https://www.p2s.me)
Agência Publicidadis (http://publicidadis.com)
Google Campus São Paulo (https://www.campus.co/sao-paulo/pt)
Cabify (https://cabify.com/pt-BR)

14.5.18

2º Festival Globo News Prisma




O evento abordou assuntos altamente pertinentes à responsabilidade ambiental e ao desenvolvimento social.

Todas as mesas redondas, palestras, workshops e exibição de documentários foram voltados ao bem-estar, à reflexão, à ação e ao diálogo, fomentando as propostas da Agenda 2030 da ONU (https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/).

Foi um dia inteiro de debates interessantes que permitiram aprofundar muitas questões que são pauta nos noticiários de hoje e tendência nas notícias de amanhã. Ocorreu no dia 5 de maio e foi inteiramente mediado por jornalistas da Globo News. (https://g1.globo.com/globonews/)

Música, gastronomia, educação, sociedade e inteligência artificial foram alguns dos muitos temas abordados e que aconteciam simultâneamente nos co-workings:
- Impact Hub (http://saopaulo.impacthub.com.br),
- Civi-co (http://civi-co.net),
- Spaces (https://www.spacesworks.com/pt-br/),
- House of All (https://www.houseofall.co),
- Virgílio 297 (http://www.virgilio297.com.br) e
- Centro Cultural O Barco (http://barco.art.br).

Tinha ainda o “Point Prisma”, uma praça provisória com espaço para networking, food trucks e feirinha de produtos sustentáveis originais.

O evento ofereceu aos participantes a opção em transitar entre os espaços usando gratuitamente o serviço da Bikxi (https://bikxi.com.br). A startup traz uma solução de mobilidade urbana divertida e ambientalmente consciente. Vale descobrir suas rotas e participar das promoções. Visite o site, baixe o aplicativo e ganhe diversos brindes de acordo com sua economia de CO². Foi uma das várias coisas inusitadas do dia!

Fazer a agenda foi um desafio. Entre as opções de cases, workshops e exibições de documentários sobre empreendedorismo, sustentabilidade, sociedade, inovação, yoga, técnicas de respiração e meditação, fiquei com a seguinte programação:
1. Case “Cidadãos Engajados” (https://globosatplay.globo.com/globonews/v/6714199/).

Mediado por Rafael Coimbra (https://twitter.com/_rafaelcoimbra), foi protagonizado por Barão Di Sarno (https://web.facebook.com/flavio.barao?_rdc=1&_rdr), vice-presidente da ONG “A Cidade Precisa de Você” (https://www.acidadeprecisa.org/) e sócio-fundador da Questto|Nó (http://www.questtono.com), uma agência de design estratégico. Apostando na gestão compartilhada dos espaços públicos, Barão falou sobre os pilares de sua organização:
- Movimento Maker ou Do-It-Yourself (https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Maker)
- Cultura Hacker, e;
- Ocupação do espaço público.

Com foco em design e arquitetura, a proposta se identifica com a ‘desobediência civil’ responsável e comprometida. Onde o espaço público deixa de ser o ‘lugar de ninguém’ e se torna o ‘lugar de todos’. Onde os ‘espaços de fluxos’ são ocupados por mobiliários urbanos temporários e perfeitamente engendrados no cotidiano de adultos e crianças. Ele trouxe exemplos de intervenções incríveis feitas em comunidades e lugares de grande fluxo de pessoas como no metrô e no Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo.

Também mediado por Rafael Coimbra, trouxe Eduardo Bontempo (https://www.linkedin.com/in/eduardo-bontempo-b571a417/?locale=pt_BR) em sua experiência com a Geekie (http://info.geekie.com.br), uma plataforma adaptativa de aprendizagem. Desde 2011, esta ferramenta de avaliação escolar permite um processo individualizado de diagnóstico e sistema de recomendação de matérias. Utilizando Inteligência Artificial e Machine Learning, seus produtos fornecem trilhas de aprendizagem personalizada para cada aluno, identificando individualmente cada dificuldade. Entre os seus produtos estão o GeekGames (https://geekiegames.geekie.com.br), focado no ENEM e o GeekieTeste (https://geekieteste.geekie.com.br) que avalia, diagnostica e fornece um plano de estudos com objetivo definido por cada aluno. Com suas ferramentas é possível descobrir a pontuação de cada escola no ENEM e fazer comparações dentro da melhor rede de escolas do Brasil.

3. Debate “Robôs, Fake News e a Guerra Eleitoral” (https://globosatplay.globo.com/globonews/v/6714725/).

Marcelo Lins (https://twitter.com/marcelolins68) intermediou a discussão com a participação de Tai Nalon (@tainalon) da “Aos Fatos” (https://aosfatos.org/) e Fabio Malini (https://twitter.com/fabiomalini) do Laboratório de Estudos Sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (LABIC – UFES http://www.labic.net).

Fabio Malini começou falando de sua publicação em junho de 2017 sobre “Como o discurso de ódio amplia a viralidade do noticiário político no Facebook” (bit.ly/2HStwqn). Especialmente em ano eleitoral, ao aumento da polarização de ideias e opiniões, soma-se o grande número de perfis falsos e sistemas automáticos de gerenciamento e publicação que inflam as redes sociais de informações duvidosas. Malini comparou o fenômeno das #fakenews, hoje em dia, com a propagação massiva de vírus no início da popularização do e-mail, e, da proliferação dos boatos (ou #hoaxes) quando as conexões de alta velocidade começaram se tornar comuns.
Sua sinceridade contundente foi impactante:

“A imprensa de bolha dominou, domina e dominará o discurso online”.

Tai Nalon, falou sobre o nascimento de sua empresa de fact-checking (7 de julho de 2015), das suas mais de 1500 checagens (predominantemente de fatos políticos) e de seus critérios de verificação. Segundo ela, para se ter objetividade na checagem de fatos é necessário dar nuances e classificá-los.
Ela também trouxe a ideia de um robô para o Twitter chamado “Fátima” (https://aosfatos.org/noticias/aos-fatos-vence-desafio-contra-fake-news-e-desenvolvera-robo-para-twitter/). Seu nome é uma abreviação de “Fact Machine” e ainda está em fase de testes. Em breve, ele vai auxiliar na replicação dos fatos checados. Seu objetivo é chegar ao aplicativo que reina nos celulares brasileiros, pois segundo ela:

“Nosso problema real de notícia falsa é o WhatsApp”
Por ser uma rede social privada que reúne contatos próximos, de confiança e de alta penetração com mais de 120 milhões de usuários no Brasil, ter um checador de fatos no WhatsApp é fundamental.

Marcelo Lins lembrou a iniciativa Les Décodeurs (http://www.lemonde.fr/les-decodeurs/) do jornal francês Le Monde (http://www.lemonde.fr) que usa um bot no Messenger do Facebook e a ferramenta Decodex (http://www.lemonde.fr/verification/) para ajudar a verificar as informações que circulam na Internet, encontrar rumores, exageros ou distorções.

Concluiu-se com unanimidade que as pessoas ainda estão experimentando o poder e a responsabilidade de ter voz online. Sendo a Internet lugar de ‘mimimis’ e GIFs engraçadinhos muitas pessoas não se sentem responsáveis pelo que publicam, compartilham e difundem. Lembrei de Leonardo Sakamoto (https://twitter.com/blogdosakamoto) que afirmou em um recente seminário sobre fake news (http://bit.ly/fakenewsCGIbr):

“As pessoas são responsáveis pelo impacto que suas opiniões causam”.

4. Case “Inteligência Artificial no Setor de Saúde’ (https://globosatplay.globo.com/globonews/v/6714756/).

Samy Dana (http://www.samydana.com.br) apresentou Rafael Figueroa (https://www.linkedin.com/in/rafafigueroa/), co-fundador e CEO no Portal Telemedicina (http://portaltelemedicina.com.br). A startup é vencedora do 2º Pitch Gov SP (http://www.pitchgov.sp.gov.br) e recebe aceleração do programa Google Launchpad (https://developers.google.com/programs/launchpad/). Ela reúne em si as três características que nortearam a realização deste festival: empreendedorismo, sustentabilidade e tecnologia. Esta solução para a área médica merece todo reconhecimento.

Usando Deep Learning para realização de exames à distância, a plataforma aumentou a produtividade dos médicos em até 10 vezes e praticamente eliminou o erro humano. Realiza cerca de 3 mil exames por dia, reduziu o custo de um exame a cerca de 10% do valor e os resultados dos laudos passaram de meses para horas na entrega dos resultados. Possui um dos melhores e maiores conjuntos de dados tabulados (datasets) existentes no mundo, o que permite uma acurácia tão grande que é reconhecida internacionalmente por ser o ‘estado da arte’ em análise de exames cardiológicos.

A solução permite que pacientes em locais remotos tenham acesso rápido aos resultados de exames. Os laudos são feitos por uma equipe de 4 médicos especialistas que alimentam a inteligência do produto. A plataforma é capaz de examinar todo histórico ambulatorial do paciente, fornecer diagnósticos preditivos e antecipar a ocorrência de possíveis doenças. A garantia de exames bem feitos é baseada na análise da qualidade dos equipamentos utilizados nos procedimentos. Estes são monitorados e diagnosticados para predição de possíveis defeitos técnicos.

Hoje, o Portal Telemedicina começa a ser implantado na França e em Angola. Está integrando junto ao SUS de São Paulo mais de 80 sistemas diferentes, formando assim uma verdadeira ‘BI da Saúde’. E pensar que tudo começou com um algoritmo que contava estrelas que foi redefinido para encontrar tumores em um exame.

5. Debate “Monopólios Digitais”.

Marcelo Lins conduziu o painel que reuniu Massimo Di Felice (https://www.massimodifelice.net) - professor da ECA-USP, pós-doutor em Ciência da Comunicação por Sorbonne e coordenador do Centro de Pesquisa Internacional Atopos (https://web.facebook.com/atopos.usp/?_rdc=1&_rdr) - e Mariana Valente (https://twitter.com/mrnvlnt) – doutora em Sociologia do Direito pela USP e diretora do InternetLab (http://www.internetlab.org.br/pt/).

Pessoas, processos, informações e coisas. Estamos caminhando para a Internet de Tudo ou, em inglês, Internet of Everything (IoE). A Internet tornou plausível a ideia do fim das fronteiras e o desenvolvimento da inteligência maquínica anulou a ideia antropocentrista do humanismo de que “o homem é capaz de controlar tudo”.



Massimo Di Felice concentrou sua fala no reconhecimento da hibridização do mundo. Segundo ele, vivemos a realidade de uma ecologia complexa. O efeito disso é que nos tornamos cada vez mais ‘info-vivos’. A lógica da rede é ‘e’ e não ‘ou’, como observou Marshall McLuhan há décadas atrás. Tudo que é novo tende a existir com tudo que é antigo, no entanto, a hegemonia e a regulamentação não conseguirá acompanhar a inovação, cada vez mais acelerada e disruptiva. Como exemplo, ele citou o recente caso da Catalunha que, na impossibilidade de se tornar livre da Espanha, cogita existir como um Estado online baseado em blockchain (https://pt.wikipedia.org/wiki/Blockchain). Em suas palavras:

“Precisamos superar a ideia grega de humanos (anthropos) e de política (arte que integra a Pólis) e incluir os não-humanos no processo político”.

Mariana Valente lembrou da hegemonia online exercida pelo Facebook com seus 2,4 bilhões de usuários e falou de suas preocupações em termos de como isso pode afetar o exercício democrático. Como obrigar legalmente que empresas nos peçam permissão para usar nossos dados online? Até que ponto é uma troca justa, nossos dados pelas facilidades dos serviços digitais? Estamos ficando reféns desses programas da Internet?

Este painél foi o mais inquietante do dia e tenho certeza que todos saimos com ainda mais questões do que chegamos...



6. Case “Mudando a Câmara dos Deputados”

Rafael Coimbra coordenou a palestra de Rogério Scheidemantel e Cristino Ferri (https://twitter.com/cristianofaria) sobre o eDemocracia (https://edemocracia.camara.leg.br) e o LabHacker da Câmara (http://labhackercd.leg.br).

Nesta última os palestrantes discorreram sobre o ‘cidadão 2.0’ e o novo ferramental tecnológico democrático. As falas começaram com a citação de Catherine Bracy:

“Cidadãos do século XXI ainda usam ferramentas do século XIX na participação política”

A dicotomia entre transparência e participação, entre controle social e visibilidade é uma questão delicada que é tratada com atenção pelos gestores do LabHacker. Sua preocupação está em facilitar a participação popular nos processos legislativos simplificando as informações e facilitando o acesso a elas através de seus projetos e ferramentas.

Uma dessas ferramentas é o portal eDemocracia, “criado para ampliar a participação social no processo legislativo e aproximar cidadãos e seus representantes por meio da interação digital.” Lá é possível acompanhar as audiências ao vivo e participar com o envio de perguntas. Pode-se participar das discussões e votar em projetos para serem colocados em pauta.
O Laboratório Hacker da Câmara Legislativa Federal é o 1º no mundo nesses moldes. Em outras partes do mundo são mais comuns iniciativas de governo aberto no Poder Executivo. O Laboratório Hacker é originário de uma hackathon ocorrida em 2013 e criado pela Resolução 49, do mesmo ano. Nasceu com o objetivo de dar transparência e participação social por meio da gestão de dados públicos.

Articula parlamentares e sociedade civil no desenvolvimento de ações e ferramentas que ampliem a participação social no processo legislativo e
falem sobre cidadania e tecnologia para diferentes públicos.

São produzidas ferramentas em código aberto que são liberadas no Github (https://github.com/labhackercd) sem custos. A elaboração do guia de Parlamento Aberto em 2017, foi criado para dar um norte à cultura da transparência e capacitar os órgãos do Legislativo no estímulo a participação social.

o LabHacker da Câmara fica no Anexo IV da Câmara, Subsolo, sala 90 e está aberto a qualquer pessoa interessada. Assista ao vídeo institucional e acompanhe as atividades em seu canal no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?time_continue=58&v=tYCfywPzzNA

E se os próprios espaços da gestão pública servirem para as inovações? Conheça e entenda como a política institucional se transforma. É uma tentativa de estimular que mais cidadãos tenham possibilidade de diálogo e monitorem o trabalho dos governantes.

O festival terminou em um agradável happy hour com a cerveja Stella Artoir (https://web.facebook.com/StellaArtoisBrasil/) ao som de:

Saiba mais sobre o #GloboNewsPrisma:

Página Oficial
http://www.globonewsprisma.com.br/prisma/minha-agenda

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Instagram

Documento: “Conheça experiências inovadoras mostradas no GloboNews Prisma” (video)
http://g1.globo.com/globo-news/globonews-prisma/videos/t/todos-os-videos/v/conheca-experiencias-inovadoras-mostradas-no-globonews-prisma/6732458/

Portal do Bitcoin: ‘Samy Dana Mudou de Opinião a Respeito do Bitcoin? Parece que Sim”

Hypeness: “Fake News: 4 dicas simples para desmascarar boatos no WhatsApp e nas redes sociais”

ABVE na mídia: “Transporte do futuro na Globo News”

Fotos
https://photos.app.goo.gl/8APOghaRbwUwQgne2