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22.12.10

As Palavras Imagéticas de Herman Hesse

Não foi má-vontade - peguei o livro com interesse. Juro que tentei conter minha estulticia. Mas logo nas primeiras páginas constatei que os pensamentos desequilibrados de Herman Hesse jogam a trama num clichê Dadaístico sem precedentes. Sidarta é tão atraente quanto a unha do dedão da minha vizinha. A obra se vale da inteireza do leitor, que só consegue chegar ileso ao final da história se acreditar que a Terra é quadrada.

Mas vamos nos instigar numa análise detalhada: os personagens, por exemplo parecem ter saído de um Huxley distorcido e chegando a um ser misterioso e obliquo. A história é, do começo ao fim, palavras bem escolhidas e repletas de simbolismos enigmáticos e imagéticos - o desfecho, até para os corações mais bondosos, não passa de asneira. Mesmo quando remete a Buda, o livro o faz de forma medíocre. Herman Hesse faz parecer que Carla Perez escreve. E, ao mesmo tempo, faz Kafka rolar no túmulo.

Não há formas de ser condescendente: a iluminação que a personagem principal exibe deixa um perfume místico em todas as páginas pululando muros de obtusidade que macúla de forma grotesca qualquer forma de literatura. Conselho: se você encontrar Sidarta nas prateleiras, não hesite, fuja.

Conheça a tradicional lenda de Siddhartha Gautama, o Buda.

Leia o resumão na Wikipedia

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9.12.09

Tapar o sol com a peneira...


...dá uma sombra fresquinha...

Milícias armadas, exército nas ruas, violentas mortes diárias, conformidade e medo. A pirâmide social carioca se revela mais íngreme que o Corcovado. Só existem dois caminhos para a justiça social: a solidariedade (ou seja, distribuição de renda, reforma agrária, divisão de riquezas, caridade...) ou o confronto direto. A segunda opção tem sido a escolha recente. Pior para as pessoas comuns que não querem ser envolvidas nesta guerra injusta. Quem tiver as melhores armas vencerão. Sempre foi assim e no Rio não vai ser diferente. E quem sempre paga o pato são os inocentes, os pseudo-inocentes (aqueles que fazem de conta de que nada está acontecendo) e uns poucos ou nenhum dos culpados. Jesus teve sua redenção com a morte, oxalá Deus não tenha reservado o mesmo destino para a nossa estimada Cidade Maravilhosa.

7.12.09

Mosquito Mangangá

Leia o que a Revista O Grito publicou sobre o filme Besouro de João Daniel Tikhomiroff:
"...Com alguns bons movimentos de câmera, o ponto alto do longa são seus combates coreografados no ar, com o elenco puxado por cabos. Seu diretor de ação é o mestre Huan-Chiu Ku, experiência pura em fazer gente voar sem asas. (...) Mas se apenas lutas nos céus e coreografias de capoeira fossem capazes de fazer uma obra no mínimo divertida, Besouro seria ótimo. (...) Capaz de fazer pouco mais de uma hora e meia demorar meio século, a obra de ação brasileira voa com o destino ao esquecimento, e de tão raquítica, bem que poderia se chamar apenas mosquito..."
Continue lendo:
http://www.revistaogrito.com/page/2009/11/besouro/