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2.11.13

I Congresso Internacional de Net-Ativismo

"O I Congresso Internacional de Net-ativismo acontecerá nos dias 06, 07 e 08 em novembro de 2013 na Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo. O evento possui um caráter acadêmico, tendo como principais interlocutores os estudiosos brasileiros e estrangeiros que pesquisam a temática do ativismo nas redes digitais, nas áreas das ciências sociais e da comunicação. (...) Além das conferências e mesas-redondas, haverá os grupos de trabalho, um espaço para a apresentação de comunicações originais, dos pesquisadores mais destacados, professores e dos estudantes de pós-graduação..."
Especialmente devido a presença do - ícone e pioneiro nos estudos filosóficos, sociológicos e antropológicos do ciberespaço - professor Pierre Lévy, este evento é imperdível!
Saiba mais:
#net #ativismo

4.7.13

Casa Grande e Senzala de Gilberto Freyre - Livro digital

Entre tantos livros publicados em língua portuguesa ano a ano existem alguns que são considerados eternos. Livros que deveriam ser subsidiados pelo Governo em prol da formação da identidade do povo brasileiro. Um destes livros fora publicado em 1933 por um cientista social pernambucano chamado Gilberto Freyre. Este livro mudou minha vida pessoal, profissional e intelectual, e acredito que seu poder intríseco está em sua linguagem e seu conteúdo. Existem poucos livros com tamanho poder. Leitores, pesquisadores e estudiosos do mundo inteiro, a muitas gerações, conhecem o Brasil primeiro através das letras de "Casa Grande e Senzala". Procurava pelo áudiobook e encontrei o ebook. O mais legal deste formato é que podemos lêr convenientemente em qualquer lugar  Disponível no link abaixo. Divirta-se. Instrua-se. Conheça-se:
Ebook Casa Grande e Senzala - Gilberto Freyre

5.6.13

A Modelagem Topológica da Possessão

Uma análise profunda do que é real e do que é fantasia nos fenômenos místicos.

5.4.13

O Fetiche da Vida Digital


Carlos M. R. Rocha
Em 1995, um cidadão americano teve um livro publicado no Brasil em que dizia que, no futuro,  os computadores pessoais possuiriam telas maleáveis e dobráveis que poderíamos usar como marcadores de livro, etc. Quando eu comentava isso com alguém, me chamavam de louco – e ainda chamam, principalmente quando falo de teleporte (teletransporte para os neófitos). Mas você ainda duvida? Paralelamente, estúpidos entusiastas da informática (estes sim malucos), prediziam o fim do livro, o fim da história e o fim do trabalho. Que absurdo.  Uma das coisas mais legais na minha vida é sempre ter razão quanto a futurologismos absurdos que só consigo explicar citando o filósofo Chicó: “...só sei que é assim”. Lembro-me de um trabalho de Psicologia Comunitária que fiz em 1998, em que citava a revolução que as novas formas de publicação online (chamadas inicialmente de Know-Logs ou Web-logs - hoje a intimidade permite que chamemos apenas Blogs) fariam com a imprensa, especialmente os jornais e, mais particularmente ainda os nascentes jornais online.
Quando em 2002 os ‘Flashblogs’ organizavam festas online cada um na sua casa e logo depois os ‘Flashmobs, que eram uma espécie de ‘HarlemShake’ pré-You Tube que vemos hoje. Eram o prenúncio das redes sociais digitais (virtuais, como queira). Ainda hoje tenho contato com algumas dessas pessoas  que nunca vi se quer o rosto, mas passei dias e/ou noites inteiras blogando juntos. Curioso é que não tenho contato com estes que discordavam de mim. Onde estarão estas pessoas? Tenho algo pra lhes falar: - Bem que eu  te disse.
Anos depois quando descobri o poder das comunidades digitais do Orkut em 2006 e suas possibilidades educativas e de geração, coordenação, valorização e direcionamento de conscientes coletivos, etc... Estes foram boicotados por uma invasão bárbara de psicopatas surtados que fizeram surgir os orkurticidas em larga escala e quase o fim trágico de um dos melhores serviços online já concebidos. Hoje o Orkut agoniza em câmara suspensa.  
Quando em 2008 compreendi a metáfora do Agente Smith do filme ‘Matrix’ e seu paralelo no mundo real, o ‘Facebook’. Você percebeu como o Facebook se espalhou pelo mundo? “- Like a virus...”. Por sorte Mark (o grande fodão da última década) ainda tem um propósito. Mas propósitos não têm a mesma longevidade da esperança, tem? Hum... Quem viver verá.
Tudo isso conduzindo a humanidade e suas discrepâncias sociais através de um convite irresistível ao controle total, à satisfação total, à plenitude existencial – mesmo que – virtual. Eu vou, você não vêm? Todos vem. E “Lá Vem Todo Mundo” como diz o título de um dos livros de um guru da Era Digital, Clay Shirky. 
Todos apontam caminhos. Todos os caminhos levam a Roma. E "Quando em Roma..." "...Abrace o Cão". Assim é a ‘arquitetura’ da rede. Nas artes (em todas as sete) caminhamos para os minimalismos. É justamente quando temos ‘tudo-ao-mesmo-tempo-agora” que o “menos é mais”. Que o “meio é a mensagem”. O sujeito que falava de ‘aldeia global’ em meados dos anos 1960 foi ridicularizado por muito dos seus pares na época. Os sobreviventes estão mudos. 
Hoje, da definição de si mesmo emana o poder. Sua indumentária, seus gestos, sua voz, sua aparência compõem sua identidade. Reparou que são todos aspectos manipuláveis? Moldáveis aos seus desejos, às suas necessidades? Então uma identidade coletiva, facilmente reconhecível, é poderosa e reconfortante. É tribo. Entre comunidades de tribos vivemos. Ora assumindo, ora oprimindo, ora calando, ora opinando. Quanto a isso não importa em que realidade se viva, a analógica ou a digital, contanto que haja segurança suficiente para se manter pulsante. No entanto, nada substitui o contato da pele. Isso sim é tecnologia avançada. Mas o mercado é feroz e precisa gerar necessidade. Além do mais, é gostoso satisfazer as necessidades. Qualquer delas, as imprescindíveis e as simuladas.
Viva o desejo criativo! Viva a imaginação virtualizante! Todos querem se dar bem, inclusive eu. E acredito que todos nós podemos satisfazer o que queremos sem arrancar o braço de ninguém. Quando eu não acreditar mais nisso, me tornarei perigoso. Tô só avisando.

Referências:
Negroponte, Nicholas. A Vida Digital. 
McLuhan, Marshall. Understanding Media.
Castells, Manuel. O Poder da Identidade.
Shirky, Clay. Lá Vem Todo Mundo
Suassuna, Ariano. O Auto da Compadecida

Citações:
"Quando em Roma faça como os romanos"
"Já que tá no Inferno, abrace o Cão"

28.5.12

Antropologia Visual

Em 1976 a documentarista Leni Riefenstahl publicou um livro chamado 'People of Kau' que registra fotos interessantíssimas de uma cultura primitiva do antigo reino etíope.


Saiba mais:
http://en.wikipedia.org/wiki/The_People_of_Kau
http://www.leni-riefenstahl.de/eng/nuba.html 

27.3.12

São Paulo Cultural

Estou na Caixa Cultural da Sé (SP) prestigiando a exposição "Harald Schultz - Olhar Antropológico".
Daqui vou à Cinemateca Brasileira contemplar Norma Jeane (Marylin Monroe)...

26.3.12

Seminário de Antropologia e Arqueologia na Amazônia

Entre os dias 11 e 13 de Abril de 2012 acontece o Seminário de Antropologia e Arqueologia na Amazônia, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) da UFMG. O encontro irá contar com a presença de pesquisadores como Eduardo Góes Neves (USP), Vera Guapindaia (Museu Goeldi), Edithe Pereira (Museu Goeldi), Fabíola Andréa Silva (USP), Dirse Clara Kern (UFPA), Andre Prous (UFMG), Ado Jorio (UFMG), Denise Grupioni (USP/IEPE), Ruben Caixeta de Queiroz (UFMG), Denise Gomes (UFRJ), entre outros.


O Seminário abordará os temas: terra preta de índio na Amazônia; indústria lítica, pintura rupestre e cerâmica na região do rio Trombetas;patrimônio material e imaterial e constituição de acervos de museus para a região; formação e dispersão dos grupos locais na região das guianas.


Em breve divulgaremos a programação completa. Para mais informações, envie um e-mail para geaarq@yahoo.com.br

16.2.12

O cidadão norte-americano

Ralph Linton, antropólogo
“O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou doméstica na Índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.
     Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário tem a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do séc. XVII. Antes de ir tomar o seubreakfast, ele olha ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas.
     De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast, com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, planta abssínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menor. Rega-se com xarope de maple inventado pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de alguma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no norte da Europa.
     Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano.”[LINTON, Ralph. O homem: Uma introdução à antropologia. 3ed., São Paulo, Livraria Martins Editora, 1959. Citado em LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 16ed., Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003, p.106-108] 

4.11.09

Pesar por nosso mestre Claude Lévy Strauss


"O sábio não é o homem que fornece as verdadeiras respostas; é quem faz as verdadeiras perguntas"
Saiba mais:
Wikipédia

13.4.09

CÓDIGO DE ÉTICA DO ANTROPÓLOGO

Constituem direitos dos antropólogos, enquanto pesquisadores:
1. Direito ao pleno exercício da pesquisa, livre de qualquer tipo de censura no que diga respeito ao tema, à metodologia e ao objeto da investigação.
2. Direito de acesso às populações e às fontes com as quais o pesquisador precisa trabalhar.
3. Direito de preservar informações confidenciais.
4. Reconhecimento do direito de autoria, mesmo quando o trabalho constitua encomenda de orgãos públicos ou privados e proteção contra a utilização sem a necessária citação.
5. O direito de autoria implica o direito de publicação e divulgação do resultado de seu trabalho.
6. Os direitos dos antropólogos devem estar subordinados aos direitos das populações que são objeto de pesquisa e têm como contrapartida as reponsabilidades inerentes ao exercício da atividade científica.


Constituem direitos das populações que são objeto de pesquisa a serem respeitados pelos antropólogos:
1. Direito de ser informadas sobre a natureza da pesquisa.
2. Direito de recusar-se a participar de uma pesquisa.
3. Direito de preservação de sua intimidade, de acordo com seus padrões culturais.
4. Garantia de que a colaboração prestada à investigação não seja utilizada com o intuito de prejudicar o grupo investigado.
5. Direito de acesso aos resultados da investigação.
6. Direito de autoria das populações sobre sua própria produção cultural.

Constituem responsabilidades dos antropólogos:
1. Oferecer informações objetivas sobre suas qualificações profissionais e a de seus colegas sempre que for necessário para o trabalho a ser executado.
2. Na elaboração do trabalho, não omitir informações relevantes, a não ser nos casos previstos anteriormente.
3. Realizar o trabalho dentro dos cânones de objetividade e rigor inerentes à prática científica.

5.4.09

Candomblé com Sotaque francês

Entrevista de Pierre Verger por Maria José Quadros publicada no jornal O Globo 16/08/1992

Às vésperas de completar 90 anos, o etnólogo francês Pierre Verger, radicado na Bahia há quase meio século, se prepara para dar mais uma importante contribuição ao estudo da cultura afro-brasileira. Com a ajuda de uma especialista em botânica, ele prepara seu vigésimo livro, um trabalho inédito sobre as plantas medicinais usadas na costa do Benin, na África, e na Bahia, que deverá ser publicado também na Inglaterra e França.
Continue lendo:
Fundação Pierre Verger
Conheça o homem:
Biografias UOL

9.2.09

"O homem veio do macaco"...!?

Quanto a popular e simplória frase explicativa da Teoria Evolucionista, minha idolatrada professora de Antropologia Simone S. Ferreira Soares afirma:
"O homem não veio do macaco, ambos evoluíram de um mesmo tronco ancestral"

Já o biólogo americano Stephen Jay Gould dizia:
"...as teorias de Darwin são mal compreendidas não porque sejam complexas, mas porque muita gente evita compreendê-las"

"A noção de que a evolução das espécies se dá pela seleção natural, é original de Charles Darwin, e só foi aceita integralmente depois da descoberta da estrutura do DNA, em 1953."

Leia mais:
Revista Veja (11/02/2009) - A Darwin o que é de Darwin...